Série: Neve e Ciinzas
Titulo: Neve e Cinzas #1
Autor: Sara Raasch
Editora: Harper Collins Brasil
Ano: 2016
Páginas: 320

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Dezesseis anos atrás o Reino de Inverno foi conquistado e seus cidadãos, escravizados, sem família real e sem magia. A única esperança de liberdade para o povo do reino jaz nos oito sobreviventes que conseguiram escapar, e que seguem esperando uma oportunidade para recuperar a magia de Inverno e reconstruir o reino. Meira, uma órfã desde a derrota de Inverno, passou a vida inteira como refugiada, criada por Senhor, o general dos inverninos. Treinando para se tornar uma guerreira — e desesperadamente apaixonada pelo melhor amigo e futuro rei, Mather —, Meira faria qualquer coisa para ajudar o Reino de Inverno a retomar seu poder. Então, quando espiões descobrem a localização de um medalhão antigo capaz de devolver a magia ao reino, Meira decide ela mesma encontrá-lo. Finalmente ela está escalando torres e lutando contra soldados inimigos como sempre sonhou. Mas a missão não sai como planejado, e logo Meira se vê mergulhada em um mundo de magia maligna e poderosos perigosos. De repente, ela percebe que seu destino não está, e nunca esteve, em suas mãos. A estreia de Sara Raasch é uma fantasia cheia de ação sobre lealdade, amor e a capacidade de determinar o próprio destino. 
Esse é um dos primeiros livros que li da Harper Collins. Já havia visto o livro em uma edição especial da revista Mundo Estranho que falava muito de séries de livros que andavam famosos por aqui e fora do país. Eu amei a capa logo de início, mas ainda era leiga sobre o que se tratava.
Já fiquei cheia de expectativas só de ver que era fantasia já queria saber mais. A capa já é um amor de imediato e quando você abre e vê o mapa aí eu até me arrepio de amores.
Coração azul

Quando você vê o mapa bate logo uma semelhança com Corte de espinhos e rosas da Sara J. Mass, por ter reinos definidos por estações do ano e isso é super interessante no livro, pois não é só o nome das estações como o ambiente e cada uma. Os seus moradores tem as respectivas aparências destinada ao seu reino desde a cor do cabelo à cor da pele, além do reino em si que predomina a estação a qual levou o nome. A ambientação ficou bem desenvolvida mesmo sendo um livro fino e os personagens também.


Meira (nossa protagonista) é uma garota valente e muito destemida. Isso me ganhou de imediato. A autora soube mostrar como ser feminina sem ser não me toque. Nossa guerreira queria ser tratada como guerreira, mesmo tendo crescido para ser uma dama e como o reino em que nasceu foi destruído e os tempos andam difíceis ela teve que ser treinada para matar. O que não era de total tristeza da moça.
A Sara tem uma escrita leve e divertida. logo no início da história eu ri de muitas partes. Infelizmente no começo há certas partes confusas quando citam um pouco mais o povo de Primoria. Mas aos poucos o que antes era confuso começa a se encaixar.
A questão que fica em aberto para os outros livros é: de onde vem a magia dos objetos sagrados e como controla-los.
Nesse primeiro volume conhecemos o que aconteceu com Inverno, reino de Meira e o por que foi destruído. também temos uma bela pincelada sobre os demais reinos. 


No início já nos deparamos com. príncipe muito fofo o Mather. Que carrega em sua costa desde jovem o poder de um reino e a responsabilidade de reergue-lo e por trás dessa coroa ainda tem muito chão para rolar e mistérios para desvendar.
Outro personagem forte no livro é Sir. Gente que homem protetor e destemido. Esse general é a fibra e força do reino de inverno. Uma grande amostra de lealdade por todos esses anos em que andaram se escondendo.
Já o personagem que mexeu com minhas estruturas foi o Theron príncipe de Cordel. Gente, sabe aquele personagem que já aparece levando todo teu ar? Pois é, ele fez isso comigo. Não me conformo até agora. kkkkk
O livro é fino, mas não deixa de ter cenas maravilhosas e muita pancadaria. Nossa heroína já começa amando o príncipe de seu reino (não é spoiler) como foram criados juntos desde pequenos percebe-se que se criou um laço afetivo além da amizade entre eles, mas por causa de suas posições e do Sir sempre lembrando-a que ela não é ideal para ele a moça fica com medo de uma aproximação mais intimista e quando o novo príncipe aparece eu pensei logo: lá vem mais um triângulo amoroso. Mas me enganei demais e acabei levando. tapa na cara e foi muito divertido ver esse desenrolar das coisas. Em meio há uma nova guerra com o reino de Primavera que destruiu Inverno ainda há momentos de riso e amor.

"(...) Alguns de nós ainda estão vivos. Alguns de nós ainda estão livres.
E alguns de nós estão a meio medalhão de retomar o reino. (pág. 45)"

O líder de Primavera é quase um Não sei sabe quem de HP. Praticamente isso.
Li bem rápido e recomendo. Já entrou no meu favorito. Quero muito o segundo por que o final foi tão lacrante e aberto para novas especulações que já quero que seja lançado tudo por aqui.
O segundo livro ainda não tem previsão, mas estou torcendo para que sua logo.


Minha sensação ao ver príncipe Theron: 

"(..) Mas apenas fiquei de pé ali, com os olhos semicerrados, escondendo o fato de que minha reação inicial é escancara a boca para a extensão nua da pele reluzente d Theron. Ele está sem camisa - e fica claro que Cordell sujeita os homens a exercícios peitorais rigorosos. (pág. 127)"


Já leram? O que acharam? E se não leram, leiam e me digam o que acharam?


Série: Irmandade da Adaga Negra
Título: O Rei
Autor: J. R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Ano: 2014
Páginas: 624

Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, desenrola-se uma furiosa guerra entre vampiros e seus assassinos. Há uma Irmandade secreta, sem igual, formada por guerreiros vampiros defensores de sua raça.

Depois de recusar seu trono por séculos, Wrath finalmente assumiu o manto de seu pai – com a ajuda de sua amada companheira. Mas a coroa pesa fortemente em sua cabeça. Enquanto a guerra com a Sociedade Redutora continua, e a ameaça vinda do Bando de Bastardos está prestes a acontecer, Wrath é forçado a fazer escolhas que colocam em risco tudo e a todos.
Beth Randall pensou que sabia em que estava se metendo quando ela se relacionou com o último vampiro puro-sangue no planeta: não seria nada fácil. Mas quando ela decide ter um filho, percebe que não está preparada para a resposta de Wrath – ou o afastamento que essa decisão criaria entre eles.A questão é: o amor verdadeiro vencerá... ou será derrotado pelo passado sombrio?


“quando uma mulher tinha a oportunidade de ter dois metros de um gostoso metido em couro preto, que por acaso tinha olhos verde-claros que brilhavam como a lua e cabelos negros descendo pela já mencionada gostosura?‘Não’ não só não fazia parte do seu vocabulário; era um conceito desconhecido.” (O Rei - p.27)



Quem não que um homem desse?
Desculpa gente, mas vou dar de fangirl aqui…
Estou no chão, sim totalmente no chão.

Gente que livro é esse? Simplesmente sem palavras. Meus sentimentos estão em fragalhos. Com todas as letras posso dizer que este é o MELHOR livro da irmandade.

Vamos começar pelo principal Wrath e Beth, meus amores, esses dois são os meus favoritos, desde o começo da série eu me apaixonei pelos dois, mas agora estou totalmente caída de amores por eles, o meu amor triplicou. Foram 10 livros esperando que o meu amor voltasse kkk e com toda esta espera eu pensei que ia ficar decepcionada ou algo do tipo, mas ao contrário, este livro me surpreendeu de uma tal forma que é impossível mesurar em palavras. Mas vamos lá para a Resenha.

Nesse livro vemos Wrath sofrendo em relação ao seu reinado e a sua amada. Os bastardos estão cada vez mais perto de conseguir tirar Wrath do trono, mas não usando da violência e sim das leis. Com a ajuda da glymera os bastardos traçam um plano para tirar o rei do trono(será que eles vão conseguir? Leia o livro). E cada vez mais sobrecarregado com a responsabilidade de ser Rei e achando que não é tão bom quanto o seu pai nesse posto, Wrath fica cada dia mais frustado. Como se não fosse suficiente toda essa pressão, a sua shellan está querendo engravidar, mas como um macho vinculado e por ter ouvido várias histórias sobre fêmeas que acabam morrendo no parto, Wrath está irredutível sobre não querer o mesmo que ela. Ao descobrir que Beth está passando tempo com a Escolhida Layla, que está grávida, só para poder entrar no cio de forma rápida, eles acabam discutindo e ele nega servir a sua amada no cio (para quem não sabe, se refere ao período fértil das vampiras). Porém deixando seu orgulho e medo de lado e por amar ela demais, Wrath ao ver sua shellan sofrendo com dores no cio, resolve servi-la.

Beth como sempre se mostra uma fêmea incrível disposta a fazer tudo pelo seu amado, a sua inteligência é formídavel, Wrath escolheu muito bem a sua rainha. É lindo ver Beth deixando também seu orgulho de lado e apoiando o seu rei. Muita das vezes abdicando do seu marido em prol do reinado. E nesse livro vemos o relacionamento de Beth e John evoluir mais ainda, me emocionei com esses dois. A relação de irmãos (pai e filha) se mostrou mais forte e o cuidado que o John tem com a sua irmã. Amei as cenas entre a Beth e iAm, a forma como ela tirou iAm do seu silêncio e o fez contar sobre a sua vida, seus relacionamentos e a preocupação em arranjar alguém pra ele, dei umas boas risadas nessa parte.
 
Eu pensei que ia ficar com raiva do Wrath, por ele ser um cabeça dura, mas isso não aconteceu. O que aconteceu foi que eu me apaixonei mais ainda por ele, como se isso fosse possível. Nunca a frase, Você só dá valor quando perde, fez tanto sentido. No iminente risco de perder a coroa, Wrath começa a perceber o tanto que ele gosta de ser Rei, não por causa do trono confortável ou algo do tipo, mas por causa que com esse poder ele pode ajudar o seu povo, não os ricos que tem tudo, mas os pobres que mais do que nunca precisam desse auxilio e amor do Rei. Por ser cego Wrath se sente incapaz de reinar e de fazer algo proveitoso, porém a sua deficiência não lhe impede de amar e com esse amor,que ele tem de sobra, Wrath se torna um rei formidável, da altura do seu pai ou quem sabe melhor, e com isso o respeito que seu povo sente por ele é emocionante.

“Depois de todo esforço de antes para desempenhar o papel de Rei, fora uma espécie de revelação de fato amar o que fazia.E ele sequer sentia falta de lutar.Inferno, existiam tantos outros desafios para enfrentar e superar: as guerras, afinal, nem sempre eram travadas no campo de batalha e, às vezes, os inimigos não vinham armados convencionalmente. Às vezes, eles eram nós mesmos.Finalmente, ele compreendia por que o pai se satisfizera tanto no trono. Entendia completamente.”(O Rei - p.603)

É lindo de se ver o amor entre Wrath e Beth, e também é lindo de se ver o amor dos pais do Wrath.

“- Não sei se lhe contei muita coisa a respeito dos meus pais - disse Wrath -.Além de como eles…Foram mortos, ela terminou a frase por ele em sua cabeça.-Eles foram um casal unido pelos céus, para usar um termo humano. Quero dizer, mesmo eu sendo jovem, lembro-me deles juntos, e a verdade é que imaginei,quando eles morreram, que aquele tipo de coisa tinha se acabado com eles. Como se eles fossem um amor tipo que acontece uma vez a cada milênio ou algo assim. Mas então eu conheci você.- Quando levei um tiro naquela noite há poucos meses, e Tohr e eu nos apressamos da casa de Assail, não tive medo de morrer, nem nada assim. Claro, eu sabia que a coisa estava feia, mas eu já passei por muita coisa e sabia que conseguiria sobreviver… porque nada nem ninguém me afastará de você. “( O Rei - p.255)

“Trazendo-a para junto de si, ele ajoelhou-se e pousou a cabeça contra o seu ventre. Enquanto as mãos acarinhavam-lhe os cabelos, ele olhou a penteadeira dela. Escovas, pentes, recipientes com cores para seus lábios e olhos, uma xícara de chá ao lado do bule, uma fatia de pão que ela apenas mordiscara.Coisas tão prosaicas, mas por ela tê-las agrupado, tocado, consumido, tiveram o seu valor agregado: ela era a alquimia que transformava tudo, e ele, em ouro.” (O Rei - p.190)

Essa pode ser uma citação assim tão sem sentido para você que passa por ela e lê rapidamente mais uma bobagem, só frases sobre coisas banais, sobre coisas do dia a dia, mas é por esses pequenos detalhes que você vê o amor que eles sentem um pelo outro. Nos pequenos detalhes da rotina que se enxerga o amor, é com atos e não palavras. e você enxerga esse anos nos atos que o Rei Wrath, pai de Wrath, faz pra proteger a sua amada shellan. Wrath é um diplomata, não é um guerreiro, ele cuida do seu povo e rege eles, mas nunca soube como usar uma espada. Porém para proteger a sua rainha ele decide aprender a lutar com a Irmandade, e é através dessas pequenas coisas que você vê esse amor. Ele aprende a lutar e consegue a sua vingança, e agora sabemos de quem Wrath herdou todo o seu amor e cuidado pela sua Shellan, e seu amor pelo povo.

SPOILER ALERT!!!


Mas além desses dois casais lindos, existe outros três casais nesse que estão ainda se formando, e isso dona J.R Ward me deixa mais ansiosa para ler os outros livros,mas para algumas pessoas isso se torna chato, porém eu gostei mesmo(isso não tirou o protagonismo do casal principal). Outro casal que apareceu foi Assail e a sua ladra, como ele carinhosamente a chama. Assail é um vampiro traficante de drogas, um novo Reverendo. E a ladra se chama Sola, ela é uma humana e foi paga para seguir Assail e descobrir tudo que é possível sobre ele, mas ele descobre que ela está o seguindo e fica curioso sobre ela e passa a sentir algo mais por ela. Nesse livro ela é sequestrada e Assail sai ao seu encontro para poder salva-la. Mas como muito das fêmeas ela se mostra uma guerreira forte e capaz de cuidar disso sozinha, ela acaba fugindo e Assail à encontra no lugar que ela estava, mas Sola está ferida e abalada emocionalmente. Com os contatos que possui, Assail liga para a Irmandade e leva a sua ladra para a mansão para que ela possa receber cuidados médicos. Eles dois ficam juntos, mas para proteger sua vó (amei essa senhora) ela decide se mudar da cidade por medo de retaliação. E a história deles nesse livro acaba por aqui mesmo, mas espero que a dona Ward escreva um livro pra esses dois.


Outro casal é Layla e Xcor, que vai ter livro lançado sobre eles (Obrigada Ward)...(Estou com muito medo do que a dona Ward vai fazer Wrath fazer com meu amor)

Enquanto está acontecendo a tentativa de tirar Wrath do poder, Xcor não consegue tirar sua escolhida da cabeça e o trono não parece mais tão essencial. Layla sabendo que Xcor está querendo tirar Wrath do trono usa da fraqueza dele, que é ela mesmo, para o convencer de desistir dessa ideia. Quando esses dois apareciam meu coração começava a dar pulinhos e acabei dando boas risadas com Xcor comprando roupas.

Outro casal, que é o interlúdio do próximo livro, que teve seu destaque também foi Trez e a escolhida Selena. As cenas entre esses dois são sofridas, hots e um gostinho de quero mais. Não vejo a hora de ler esse livro. Quero descobrir mais sobre os Sombras e ver o final feliz (estou com medo de não ser tão feliz), que já estou vendo que vai ter muitas lágrimas, sangue e suor, dos dois irmãos Trez e iAm…

Sério, sempre fui apaixonada pelo Wrath e meu amor por ele, nesse livro, só aumentou tipo umas mil vezes rsrs Como não amar esse vampiro, quero um Wrath pra chamar de meu também <3

Sem sombra de dúvidas esse é o meu livro preferido da série, com o seu conteúdo politico que será ainda importante nos outros livros e com a aceitação de Wrath como Rei, que governa o seu povo com todo o amor. E o amor de Wrath e Beth estado cada dia mais forte, com o acréscimo de um integrante muito fofo nessa família linda.

“- Você está me dando uma coisa… de que eu nem sabia que precisava. É o maior presente que jamais receberei, é como se estivesse me completando em lugares que eu nem sabia que estavam vazios. E, mesmo assim… apesar disso tudo, eu não te amo mais por isso. Você continua sendo tão importante para mim quanto sempre foi - ele se curvou e pressionou um beijo sobre a camisa que ela usava, que era dele, na verdade, e isso não era maravilhoso? - Eu estava completamente vinculado a você antes disso e estarei depois… Para sempre.”(O Rei - p.562)

Socorro, sério, meu coração de fangirl não aguenta. Wrath sendo o pai mais fofo do mundo, quero eles pra mim (o Wrath pai e filho). Como diz meu Capitão América: eu entendi a referencia… Essa cena me faz lembrar muito Rei Leão, quando Simbá é apresentado aos animais. Quando estava lendo essa parte comecei a cantar a música que faz parte da trilha sonora desse momento tão lindo…

“Com a sensação de que a realidade se amalgamava de alguma maneira especifica, magica, Wrath colocou o filho na posição ereta e o deixou de frente.Levantou-o no alto.Segurava o futuro...nas mãos.E seu filho viu a lua pela primeira vez, com olhos tao perfeitos quanto o restante dele.-  Vou lhe dar tudo o que eu puder- disse Wrath, contente por não haver mais ninguém ao seu redor.- Tudo o que precisar, eu lhe darei. E vou te amar ate o meu ultimo respiro.”(O Rei - p.622)


~ Edy Darcy
Série: Crônicas de amor e ódio
Titulo: The Kiss of Deception
Autor: Mary E. Pearson
Editora: Darkside
Ano: 2016
Páginas: 406

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Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor.

Este foi o primeiro livro que leio da Darkside Books. Já venho me apaixonando por alguns lançamentos faz um tempo, mas ainda não tinha tirado um momento certo para ler. Afinal, era tanta gente falando bem do livro que resolvi esperar a maré baixar. No decorrer do tempo duas amigas blogueiras resolveram ler. A Luiza Helena de Balaios e Babados e Ana Lícia do Chalé Cult.
Então resolvi que seria legal uma leitura coletiva.
Vou falar um pouco do que achei do livro e da história e depois alguns comentários que eu e a Luiza tivemos sobre o enredo.


História:

Quando a Darkside resolveu colocar um novo gênero no catalogo para alguns, creio eu, ficaram meio receosos quanto o que veria. Ouvi e vi comentários de que a editora estava mudando o foco e daria uma (com perdão da palavra) merda bem grande. Eu pelo contrario como amo de todo o coração fantasia me animei muito, pois a editora tem dois gêneros que amo nos filmes: terror e fantasia. De inicio já se podia notar que os livros não seriam qualquer tipo de fantasia, né? Até por que o foco da editora é outro.
Voltando ao livro. Minhas expectativas sempre foram grandes e graças a meu bom Deus foram todas correspondidas. Eu queria fazer um vídeo sobre, mas acho que não caberiam muitas coisas. O livro já veio com uma capa de tirar o fôlego. Por que meu amor, que capa viu. A diagramação muito arrumada e raramente se algo falho e as abas do livro vem co o mapa, além de vim o próprio mapa com o livro em formato de poster e o marcador. Outro detalhe foi o marketing da editora sobre o livro que sinceramente quero saber quem é a pessoa por que da vontade de casar com ela só pelos posts.




No livro acompanhamos a história da princesa Arabella Celestine Idris Jezelia, mais conhecida por “Lia”. Para começo do enredo no deparamos com a princesa fazendo seu kavah que é tipo uma tatuagem de rena para o dia de seu casamento. Alguns detalhes me lembraram do livro O Pássaro que fiz resenha a pouco tempo e quem leu ele primeiro vai saber do que estou falando. Bom... ela é uma primeira filha assim como as anteriores de sua família. Ser uma primeira filha é algo muito importante de Morrighan, pois ela continha o Dom, algo que é ainda inexplicável a existência somente a dona de tal força pode sentir e ele pode vim de vários jeitos. O da rainha seriam visões ou presságios de perigos no futuro. O da Lia cabe a você perceber.
Além de observarmos sua vida no castelo, a repulsa do seu pai sobre um dos seus nomes serem Jezelia e ela e a mãe amarem fica no ar. Um dos pontos fortes do livro que são muitos diga-se de passagem são  os capítulos do Assassino e do Príncipe. A autora te deixa a ver navios no começo para saber quem é quem. Logo após a fuga de Lia do seu próprio casamento você começa a ver a busca dos por ela. Mas a pegadinha fica bem aí. Nessa fuga desenfreada Lia fica em Terravin onde pretende ter uma nova vida. Lá ela começa a fazer trabalhos manuais e arrumar a taverna onde a tia de sua dama de companhia Pauline morava. Até esse momento eu captei uma boa energia dessa garota. Sério. Não é o tipo de princesa mimada. Não foi treinada para ser forte e muito menos decidida, mas uma convivência com três irmãos que a incentivavam ser forte foi um estimulo e tanto. Depois de algumas noites dois jovens chegam por lá e logo de cara vocês capta a mensagem. Mas quando eles se apresentam fica a especulação de quem seja e a partir dai a autora começa a fazer capítulos sobre Rafe e Kaden. Rola uma confusão mental? Rola. Mas da para seguir em frente sem problemas kkkkkk. Isso da uma apimentada a mais na história. Pois além dos reais problemas que a princesa terá pela frente ainda está sendo perseguida por um assassino e um príncipe que ela nem tinha noção de como seria.
Quem iria imaginar que fugir de um casamento renderia tanto. Mas o caso não era só fugir, mas o que se levou junto. A princesa é curiosa e reza a lenda que a curiosidade matou o gato. Então...
Não falei nada! XD
A história ficou bem construída o lance é ficar de olho nas entrelinhas não só da história foco como dos contos dos Últimos testemunhos de GaudrelCanção de Venda, pois eles também revelam um pouco do passado com vidências de um futuro próximo. Então é ficar esperto por que muitas surpresas por aí.
Algumas coisas serão reveladas no próximo livro eu suponho, mas neste fica sub tendido quem são os Vendanos do reino de Venda. Por que ele são ameaças para o reino de Morrighan e Dalbreck? Qual a verdadeira historia de Morrighan e a primeira filha? 


Se você não pode confiar em uma pessoa no amor, não pode confiar nela para nada. Algumas coisas não podem ser perdoadas. (pág. 266)


Comentários extras:

Eu pelo whats falando com a Luiza do Blog Balaios e Babados. Não falarei muito por conter spoilers. Mas nossa primeira discussão foi sobre o príncipe e o assassino. Se ambas sabiam quem era quem.
De imediato ela soube pelas discrições, mas eu fiquei com um pulga na orelha e me deixei levar até por que em alguns trechos rola confusão. E que nós gostamos dos dois kkkkk.
Comentamos sobre os testemunhos e canções, que é algo necessário a ser lido nessa historias, pois não estão ali só de enfeite. E como a Luiza diz a treta da família é enorme e bota confusão nisso. É reino que não se gosta, mas faz aliança para querer derrotar um que se tem pouco conhecimento e entre outros fatores.
Comentamos sobre o final que MINHA NOSSA ficou um rombo kkkkk que da logo vontade de ter o segundo urgente. Além dos nomes originais dos personagens que são extensos e fez bem eles criarem apelidinhos fofos. Luiza falou que são tudo parente de Dom Pedro I kkkkkkkk. Gritei nessa hora. E aleluia pelo segundo já está em pré-venda. Uhuuuuuuuuuuu!
Título: O Pássaro
Autor: Samanta Holtz
Editora: Novo Século
Ano: 2014
Páginas: 368

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Uma história romântica e surpreendente que irá prender sua atenção desde a primeira página. Você está preparado? Caroline Mondevieu é filha de um poderoso barão e tem tudo o que uma dama da época poderia querer: status, riqueza e um ótimo partido para se casar. Seus sonhos, no entanto, vão muito além de vestidos caros ou um bom marido; ela quer ser dona do próprio destino. Tudo parece perdido quando ela encontra Bernardo, um charmoso e irritante domador de cavalos. Eles não conseguem se entender até perceberem que, para alcançar o sonho em comum da liberdade, deverão passar por cima das diferenças e se unirem em um arriscado plano que promete transformar suas vidas para sempre. Grandes emoções os aguardam nessa jornada: perseguição, mistérios, ciganos e o despertar de um sentimento que insiste em se manter escondido. Mas o que parece tão simples envolverá mais magia e coincidências que eles podem imaginar, além da descoberta de segredos, até então, muito bem guardados.


Eu conheci essa autora pelo Facebook da vida achei ela é tão fofa quanto suas histórias que resolvi comprar tudo quanto foi livro dela na Bienal do ano passado kkkkkkk. Eu havia terminado de ler Mentirosos quando resolvi lê-lo e minha prima disse que não, pois que poderia ficar ainda pior do que já estava. Então o li só esse ano.
O livro O Pássaro é um romance de época com uma pegada forte de drama. Nem se fala dessa capa da segunda edição que amei demais. 


O nome faz jus à história a nossa protagonista Caroline Mondevieu é um pássaro engaiolado em uma mansão maravilhosa, com muitos empregados, roupas finas e um conforto sem tamanho, mas nada são flores e em quanto muitos queriam estar em seu lugar ela só queria viver bem longe daquilo. Para quem fica de fira realmente parece ser a vida perfeita, mas vendo a vida de Caroline essa fortuna toda não vale de nada, até por que o dinheiro é dos pais e não propriamente dela.
A realidade da família perante a sociedade é somente uma mascara para encobrir o que realmente acontecia por lá. A mãe é submissa ao pai que por muitas vezes pouco se ouvia sua voz, não era permitida tal oportunidade, o pai bom... é um ogro por assim dizer, o que tinha de dinheiro não tinha de educação e muito menos amor ao próximo. Ele era o único correto e somente ele poderia ter a voz da razão e ai de quem o contrariasse, não só os empregados tinham medo dele como a família, as primeiras cenas da família são tristes. Vê crianças sem poder sorrir como devem, sem poder sair por aí e se divertir, se sentirem oprimidas por um pai sem amor e uma mulher se sentir acuada pelo próprio marido por assim seus pais decidiram que por ele ser mais afortunado seria seu par ideal. Sociedade hipócrita.

Mas era homem. E, como todo home, tinha uma imagem a zelar. E amar não era nada notório, não lhe garantia títulos nem o engrandecia perante os grandes nomes da sociedade. Amar era fraqueza, como o pai sempre lhe dissera, e devia se prevenir desse mal. (pág. 86)

E nada seria diferente para Caroline e sua irmã Elizabeth. Observa-se que elas são mercadorias para u futuro promissor e culpava a esposa por não lhe dar filhos homens. Eu acho que por isso ela não engravidou mais, não por não conseguir segurar um filho, mas pelo DNA ruim do marido.
O ápice da história além dos maus tratos sofridos pelo pai é a noite em que aconteceria seu suposto casamento, a vontade de ser livre é maior. Ela é muito a frente de seu tempo e se questionava em muitas coisas desde pequena como por exemplo: por que trabalham são pobres e os que não fazem nada são ricos? Ou por que eles recebiam menos do que o seu esforço proporciona? E por ele tinha que escolher seu marido e não ela que iria se casar?

Casamentos eram negócios, trocas de favores, conveniência. Não amor. O fato de o marido não maltratar a mulher já fazia dele um bom homem. (pág. 86)
Realmente a época não era favorável a mulheres. Éramos apenas um acessórios para alguns. Além do sofrimento ainda havia algumas esperanças no caminho como o Philip e o Bernardo. O primeiro é filho do amigo da família que cresceu com as meninas e desde sempre apaixonado por Caroline. O segundo é filho do domador de cavalos do pai de Caroline com quem aprende a ver a vida de outra forma e com mais liberdade, mesmo que o preço seja caro.
É um livro que divide opiniões como foi Como eu era antes de você (cuidado com as especulações), às vezes alguns personagens tem opção e outros nem tanto. Amei o livro e favoritei. A escrita da Samantha é macia e de leitura fácil, cenários bem construídos e personagens também e com algumas surpresinhas no caminho e que me deixaram impactada na maioria das partes. 



O livro nos mostra quais são nossas reais convicções, o que nos faz se sentir livre, o que é ser livre e o porquê ser. São coisas que me levaram a pensar. A proposta inserida no livro, os costumes da época e os cidadãos que ali viviam mostrou muitas coisas que ainda acontecem por aqui, mas muitas vezes camuflados. Ela nos mostra uma rica crença cigana e seus costumes e essa foi uma das partes que mais amei foi logo na fuga da personagem.


Bom... o livro não é só uma roupagem bonita. É um livro de coragem, fibra feminina e muito amor.
Alguém já leu esse livro? O que acharam?
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